25 de julho de 2018

Preservação de Fertilidade em Pacientes Oncológicos

Com o aprimoramento dos tratamentos oferecidos a paciente com câncer houve um aumento considerável da expectativa de vida nessa população. Estima-se uma sobrevida em torno de 80% das neoplasias infanto-juvenis e cerca de 1 a cada 250 indivíduos da população geral seja sobrevivente do câncer. A fertilidade é um dos pilares fundamentais da qualidade de vida nos homens e cada vez mais há um interesse por parte dos pacientes em preservar essa função.

Ao receber o diagnóstico do câncer, é comum para pacientes, familiares e equipe médica iniciar uma corrida contra o tempo para iniciar o tratamento. Cabe aos profissionais de saúde pensar um pouco à frente e levantar discussões sobre as opções de preservação de fertilidade para todos os pacientes, sobretudo os homens em idade reprodutiva. Infelizmente apenas a minoria dos pacientes recebe essa informação em tempo hábil, e muito terão que conviver com a infertilidade de forma permanente.

O ideal é que todos sejam encaminhados para coleta de sêmen por masturbação para que seja possível a criopreservação de espermatozoides antes do início da terapia. Crianças que ainda não atingiram a puberdade, que não iniciaram práticas de masturbação ou mesmo adultos com incapacidade de ejacular podem ser submetidos a procedimentos de captação de espermatozoides como a eletroejaculação e extração de tecido testicular. Há também pacientes com comprometimento prévio da capacidade reprodutiva que precisam ser avaliados e orientados. De uma maneira geral esses procedimentos são minimamente invasivos e não irão prejudicar o tratamento oncológico de nenhuma maneira.