25 de julho de 2018

Cirurgia de Revascularização Peniana

Problemas vasculares são considerados uma das principais causas de disfunção erétil em todo o mundo. Sabe-se que com o avançar da idade há um acúmulo de fatores de risco como obesidade, diabetes, aumento da pressão arterial e aumento do colesterol, o que gera o entupimento progressivo dos vasos sanguíneos de todo o corpo através da deposição de placas de ateromas. A diminuição do fluxo sanguíneo para o pênis no momento do estímulo sexual gera uma diminuição da rigidez da ereção pode levar a disfunção erétil nesses homens. Há ainda autores que defendem que vasos anómalos (veias)  podem prejudicar a o mecanismos de válvula do pênis e ser uma causa vascular de disfunção erétil.

Assim, a partir da década de 1970 surgiram técnicas de cirurgia vascular para tentar reestabelecer o fluxo normal de sangue para o pênis. De uma maneira geral existem dois grandes tipos de técnicas para melhorar a hemodinâmica peniana: 1. Cirurgia de revascularização arterial e 2. Cirurgias de ligaduras dos canais venosos

Em semelhança ao que é feito  no coração, as cirurgias arteriais utilizam a comunicação com outras artérias formando “pontes” para aumentar o fluxo sanguíneo e manter a saúde do músculo interno do pênis. A técnica mais utilizada consiste em fazer uma costura de uma artéria próxima ao umbigo (epigástrica inferior) na artéria dorsal do pênis. Já as técnicas de ligadura venosa tentam dificultar a drenagem de sangue durante a ereção supostamente aumentando a pressão nos corpos cavernosos.

Com uma maior entendimento da disfunção erétil e  da anatomia do pênis essas técnicas caíram em desuso e são apenas raramente indicadas. Existe uma complexa rede interna de artérias e veias, de forma que novas conexões de algumas artérias ou exclusão de veias superficiais muitas vezes são ineficazes em reestabelecer a normalidade no órgão genital masculino.

Em linhas gerais essas cirurgias não são recomendadas de rotina. Revascularização arterial deve ser feita apenas para indivíduos com menos de 45 anos, sem comorbidades e com comprovação de alteração da irrigação arterial através de arteriografia, que ocorrem geralmente após traumas específicos (acidentes automobilísticos, fraturas de bacia, etc.) Cirurgia venosa tem indicações extremamente restritas e taxas de sucesso no longo prazo bastante limitadas.