Reversão de vasectomia falhou e agora?

A reversão de vasectomia é um tratamento com altos índices de sucesso para restabelecer a fertilidade de pacientes com antecedente de vasectomia. No entanto, eventualmente pacientes que foram submetidos a à reconstrução genital permanecem azoospérmicos nos espermogramas de controle. Nesses casos uma avaliação por um andrologista especializado pode fazer a diferença. Os seguintes quesitos devem ser investigados:

 

 

 

 

 

  1. Alteração na produção de espermatozoides

Ter tido filhos no passado não é uma garantia eterna de produção de espermatozoides de boa qualidade. Isso quer dizer que pacientes podem ter adquirido doenças ou ter feito uso de medicamentos ou substâncias que comprometam ou interrompam a espermatogênese. Se esse for o caso, o paciente posse ter submetido a tratamentos hormonais para tentar reestabelecer a produção de espermatozoides e fazer com que os mesmo voltem a ser encontrados no sêmen.

 

  1. Obstrução mecânica

Outra possibilidade de falha é compressão extrínseca aos ductos deferentes, geralmente ocasionada por hematomas. O escroto é um tecido altamente vascularizado e por isso na recuperação pós-operatória pode haver acúmulo de sangue excessivo dentro da bolsa testicular levando a essa obstrução. Por isso é fundamental manter uma boa compressão do curativo no pós-operatório e fazer repouso. A boa noticia é que essas obstruções tendem a ser temporárias e até 6 meses após a cirurgia a passagem de espermatozoidestende a ser reestabelecida.

 

  1. Estreitamento da costura (anastomose)

O canal interno do ducto deferente é extremamente fino. Quando há uma cicatrização excessiva o canal pode ir fechando progressivamente e impedir a passagem dos espermatozoides, o que geralmente ocorre em até 12 meses após a cirurgia. Daí a importância de realizar a cirurgia com fios extremante delicados e com um numero maior de pontos, o que ajuda a promover uma cicatrização mais homogênea e impede o vazamento de espermatozoides, o que pode contribuir para o estreitamento do canal. Por essa razão é recomendada a realização de espermogramas regulares ao longo do primeiro ano de pós-operatório.

 

  1. Obstrução no epidídimo

Muitas vezes o ducto foi reconectado no local onde a vasectomia foi feita, no entanto o sistema de alta pressão no qual se encontra o testículo pode levar à obstrução do epidídimo, que é a estrutura anatômica do testículo onde os espermatozoides ganham maturidade e motilidade. Se esse for o caso, a costura está integra  porém os espermatozoides não conseguem deixar o testículo. Isso pode ser evitado com a constatação da presença de espermatozoides no momento da reversão. Caso não haja espermatozoides saindo do testículo no momento da cirurgia, uma conexão direta com o epidídimo deve ser realizada.

A impressão do cirurgião que fez a reversão é fundamental, para se obter informações das condições encontradas na cirurgia. A boa noticia é que uma nova cirurgia com a técnica correta ou através da realização da vaso-epididimostomia pode resolver o problema de uma vez por todas. Se houver suspeitas de problema na produção de espermatozoides que não seja responsiva a tratamentos hormonais, a melhor saída é a realização de fertilização in vitro (FIV).

Para calcular suas chances de sucesso na reversão ou em uma segunda cirurgia, acesse o link: https://dreduardomiranda.com.br/calculadora-de-reversao-de-vasectomia/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eduardo de Paula Miranda - Doctoralia.com.br